Análise do Estudo 33, opus 9 de Concone

Estudo 33, opus 9, de Concone:

Em seu Opus 33: 50 lições, Concone faz uso de melodias operísticas, fluindo juntamente com lindos acompanhamentos, para treinar um cantor em vários elementos da técnica de canto. Os belos Etudes de Concone ensinam as linha do Legato, Messa di voce, Marcato, staccato, coloratura, melisma, e toda a ornamentação que é padrão na literatura vocal dos períodos clássico e romântico. Estas lições são tecnicamente desafiadoras de muitas perspectivas, não menos do que são o registro, apoio, equilíbrio, liberdade, resistência, e força. O Opus 33 de Concone educa cantores no canto de bom gosto, saudável, bonito e virtuoso.

Cada lição isola um desafio vocal diferente para que o aluno possa aperfeiçoar suas habilidades. De acordo com Concone, estes vocalises devem ser cantados em uma vogal aberta Ah. As primeiras 25 lições também podem ser cantadas em sílabas de Solfejo (dó, ré, mi, etc.).

Ao estudar os vocalises, indica-se começar pelas sílabas e uma vez que os alunos são capazes de cantar um Etude sobre estas sílabas, começa-se a cantá-los em vogais abertas.  

As lições do Concone treinam o “meia voz” para trabalhar o intervalo médio, ou passagio, de sua voz repetidamente, e de uma forma adorável e musical. Esta prática constrói uma musicalidade mista em sua voz desde o início. É por isso que é importante que se escolha as tonalidade que são certas para sua voz.

Outro ponto que deve ser dito é que as marcações dinâmicas de Concone são uma parte vital para as lições em si. Especialmente relevante é que essas marcações não são meras sugestões. Em vez disso, a dinâmica deve ser cuidadosamente observada a partir do início do estudo desses Etudes. É necessário usar essas dinâmicas desde o início para construir e refinar sua voz. Estudar todas as suas marcações com cuidado para produzir os melhores resultados.

O estudo para high voice está em Bb. Faz uso de ornamentos como staccatos, acacciaturas, coloraturas e possui as partes “ABCA’D”, sendo “D” podendo ou não ser considerada apenas uma finalização de “A” e sendo “C” na tonalidade de G maior e não como relativa menor.

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